quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Problemas na Apologética Clássica

Problemas na Apologética Clássica

Paulo no Areópago (Rafael)

por Cornelius van Til

1. O método tradicional de apologética cede demais em relação ao próprio Deus, por defender que sua existência só é ‘possível’, embora seja ‘bastante provável’, ao invés de defender que ela é ontologica e ‘racionalmente’ necessária.

2. Este método cede demais em relação ao conselho de Deus, por não entendê-lo como a ‘causa’ última, completamente abrangente, de tudo aquilo que acontece.

3. Este método cede demais em relação à revelação de Deus nos seguintes pontos:

(a) Fazendo concessões a respeito de sua necessidade. Isso acontece por não reconhecer que mesmo no Paraíso o homem tinha que interpretar a revelação geral (isto é, natural) de Deus em termos das obrigações pactuais impostas por Deus via revelação especial. A revelação natural, na abordagem tradicional, poderia ser interpretada ‘por conta própria’.

(b) Fazendo concessões a respeito de sua clareza. A revelação de Deus, tanto geral como especial, são tidas por obscuras [na visão tradicional], a ponto de o homem poder dizer somente que a existência de Deus é ‘provável’.

(c) Fazendo concessões a respeito de sua suficiência. Isso ocorre quando se abre espaço [na abordagem tradicional] para uma absolutização do ‘acaso’ ou ‘chance’, vindo daí alguns ‘fatos’ que são completamente novos para Deus e para o homem. Tais ‘fatos’ seriam ‘brutos’ (não interpretados) e inexplicáveis em termos da revelação de Deus, seja ela geral ou especial.

(d) Fazendo concessões a respeito de sua autoridade. Na posição tradicional, a característica auto-autenticadora da Palavra de Deus (e, portanto, sua autoridade) é secundária à autoridade da razão e da experiência. As Escrituras não identificam a si próprias: é o homem quem as identifica e reconhece em ‘autoridade’, em termos da autoridade do próprio homem.

4. O método clássico ainda cede sobremaneira em relação à criação do homem à imagem de Deus, ao postular a criação do homem e seu conhecimento como independentes do Ser e do conhecimento de Deus. Nessa abordagem, o homem não precisa de “pensar os pensamentos de Deus como Ele pensa” [think God's thoughts after him].

5. Este método cede demais a respeito da relação pactual com Deus, ao ignorar o ato representativo de Adão como absolutamente determinativo acerca do futuro.

6. Mais ainda, este método faz pouco caso da pecaminosidade da humanidade resultante do pecado de Adão ao ignorar a depravação ética do homem como algo que se estende a todos os aspectos da vida, incluindo o raciocínio e a atitude.

7. Por fim, este método faz pouco caso da graça de Deus ao ignorá-la como o pré-requisito necessário à “renovação da mente”. Afinal, na visão clássica o homem pode e deve renovar a mente pelo “uso correto da razão”.

—–

O autor: Cornelius van Til (1895-1987) nasceu en Grootegast (Holanda) e imigrou nos EUA com sua família enquanto criança. É considerado um pioneiro da apologética reformada, tendo escrito o famoso livro The Defense of the Faith sob influência direta de Dooyeweerd e Bavinck. Foi professor de apologética em Princeton e, depois, no Westminster Seminary.
Traduzido por: Lucas G. Freire (Nov. 2011)

Fonte: “My Credo”, in: Jerusalem and Athens. O livro original, edição rara, pode ser adquirido aqui.

Fonte via: http://neocalvinismo.wordpress.com/2011/11/07/problemas-na-apologetica-classica/

Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Abriram as Inscrições para o Congresso de Psicologia e Cristianismo no Mackenzie!

Abriram as Inscrições para o Congresso de Psicologia e Cristianismo no Mackenzie!


O Mackenzie vem oferecendo há vários anos congressos internacionais de grande porte onde são tratados temas relevantes para a comunidade acadêmica e para o público em geral. Nestes congressos procura-se abordar os assuntos do ponto de vista da confessionalidade cristã reformada do Mackenzie em diálogo com outros olhares e entendimentos.

Este Congresso sobre Psicologia e Cristianismo segue esta linha de abordagem. Os principais palestrantes, Dr. David Powlison e Dr. Eric Johnson, são doutores formados em universidades seculares na área de psicologia, e tratarão do tema do ponto de vista cristão. Outros palestrantes, igualmente preparados, lançarão um olhar secular e crítico sobre esta relação entre fé e psicologia.

É um momento inédito, em que uma Universidade de grande porte e renome encara o assunto Psicologia e Cristianismo pelo viés cristão sem perder o diálogo com outras abordagens do tema.

As inscrições já estão abertas. CLIQUE AQUI para se inscrever e para mais informações.

As palestras serão transmitidas ao vivo pela internet e ficarão disponíveis para download gratuito após o evento.

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2011/07/abriram-as-inscricoes-para-o-congresso.html
+++++

Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

Apoio:

FRENTE BÍBLICA E POLÍTICA DE UNIDADE de Cristãos, Reformados, Calvinistas, Puritanos, Evangélicos, Teonomistas e Pentecostais para Orientação e Organização Política e Estabelecimento da Moral nas Eleições de 2012 e 2014 no Estado de São Paulo.
http://educacaoeculturareformada.blogspot.com/2011/07/frente-biblica-e-politica-de-unidade.html

Abriram as Inscrições para o Congresso de Psicologia e Cristianismo no Mackenzie!

Abriram as Inscrições para o Congresso de Psicologia e Cristianismo no Mackenzie!


O Mackenzie vem oferecendo há vários anos congressos internacionais de grande porte onde são tratados temas relevantes para a comunidade acadêmica e para o público em geral. Nestes congressos procura-se abordar os assuntos do ponto de vista da confessionalidade cristã reformada do Mackenzie em diálogo com outros olhares e entendimentos.

Este Congresso sobre Psicologia e Cristianismo segue esta linha de abordagem. Os principais palestrantes, Dr. David Powlison e Dr. Eric Johnson, são doutores formados em universidades seculares na área de psicologia, e tratarão do tema do ponto de vista cristão. Outros palestrantes, igualmente preparados, lançarão um olhar secular e crítico sobre esta relação entre fé e psicologia.

É um momento inédito, em que uma Universidade de grande porte e renome encara o assunto Psicologia e Cristianismo pelo viés cristão sem perder o diálogo com outras abordagens do tema.

As inscrições já estão abertas. CLIQUE AQUI para se inscrever e para mais informações.

As palestras serão transmitidas ao vivo pela internet e ficarão disponíveis para download gratuito após o evento.

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2011/07/abriram-as-inscricoes-para-o-congresso.html
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FRENTE BÍBLICA E POLÍTICA DE UNIDADE de Cristãos, Reformados, Calvinistas, Puritanos, Evangélicos, Teonomistas e Pentecostais para Orientação e Organização Política e Estabelecimento da Moral nas Eleições de 2012 e 2014 no Estado de São Paulo.
http://educacaoeculturareformada.blogspot.com/2011/07/frente-biblica-e-politica-de-unidade.html

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O discipulado cristão e a Missão Pressuposicionalista


Sem dúvida, foi lamentável o fato de que os nossos “pensadores” cristãos, antes que a mudança se instalasse [a mudança do paradigma lógico para o dialético] e que o despenhadeiro fosse estabelecido, não tenham ensinado e pregado com base em uma clara compreensão das pressuposições. Tivessem eles agido assim, não teriam sido tomados de surpresa e poderiam ter ajudado os jovens a enfrentar suas dificuldades. Mas a maior ironia de tudo isso é o fato de que, mesmo agora, anos depois de a mudança se completar, muitos cristãos ainda não sabem o que está acontecendo. E isso se deve ao simples fato de que continuam não sendo instruídos acerca da importância de pensar em termos de pressuposições, especialmente no que diz respeito à verdade.

O texto supracitado é de um dos grandes apologistas reformados que o século XX conheceu: Francis Schaeffer[1]. E o tomo emprestado aqui porque penso que ele resume e justifica muito bem a proposta implícita no título deste post. É simples, meus caros: Jesus nos chamou não apenas para sermos, mas também para fazermos discípulos. Como? Indo e pregando o evangelho (Mc 16.15; Mt 28.18-20). Foi este o meio ordinário, a “metodologia” que Deus escolheu para arrebanhar os seus eleitos. Do “ide” deduzimos que o cristão deve negar-se a si mesmo (sim, nossa natureza carnal e preguiçosa não quer ir nunca) e obedecer ao imperativo divino; do “pregai”, que ele deve, como arauto que é, anunciar somente aquilo que recebeu do seu Senhor (cf. 1 Co 11.23); e do “fazei” que, de certa forma, este mesmo arauto deve estabelecer de uma vez por todas, para quem o ouvir, as condições e implicações da mensagem que ele está anunciando. Isso fará com que as pessoas percebam que a mensagem que está sendo anunciada se alicerça não apenas na experiência de quem a vive, mas sobretudo na razão de ser da própria mensagem em si, que é lógica e verdadeira por si só – pois, como diria Calvino, “a verdade está livre de toda dúvida, visto que, sem nenhuma ajuda, ela é suficiente para manter-se”. Isso me leva a crer, portanto, que a única razão realmente válida para alguém se tornar cristão é que o Cristianismo é a Verdade; que está ancorado num alicerce racional, não apenas experimental; e que perto dele as outras “verdades” são reduzidas a nada.
Isto posto, entendo que não há como comunicar fiel e verdadeiramente o evangelho sem que haja confronto, visto que o arauto deve ser fiel tanto no sentido de pregar somente aquilo que recebeu quanto no sentido de anunciar “todo o desígnio de Deus” (At 20.27), sem se envergonhar disso (cf. Rm 1.16). Ou seja: nada ele adultera; nada ele omite. O arauto deve saber que o erro precisa ser demolido e esfarelado, não tolerado. Se é Deus mesmo quem diz que sua Palavra é o “martelo que esmiúça a penha” (Jr 23.29), seus servos não tem o direto de usá-la em uma guerra de travesseiros idiota contra os escarnecedores. Definitivamente, não há a mínima possibilidade de negociação entre a mente perfeita de um Deus santo e a mente decaída de um homem falido. Só uma das duas pode ser verdadeira, visto que mutuamente se excluem. Para o apóstolo Paulo, “seja Deus verdadeiro, e mentiroso todo homem” (Rm 3.4). A essa forma “beligerante” de apologética damos o nome de pressuposicionalismo. Partindo do pressuposto de que “a Escritura não pode falhar” (Jo 10.35), o cristão primeiramente ataca e destrói as falsas pressuposições que estruturam o pensamento dos incrédulos para depois lhes apresentar o Evangelho como a única “verdade verdadeira” – portanto, a única esperança –, como faziam os apóstolos (cf. At 17.16-34) e o próprio Jesus (Mt 21.23-27; Lc 10.25-37). Aliás, o próprio Deus age isso também, demolindo a estrutura de pensamento das criaturas finitas. Jó é quem nos garante: “Ele apanha os sábios na sua própria astúcia” (Jó 5.13).
Mas infelizmente, como Schaeffer já se antecipou em apontar, muitos crentes hoje já não sabem mais por onde começar; estão confusos, mesmo tendo provas suficientes de que o mundo em que vivemos está mergulhado num terrível caos de ordem intelectual, moral e espiritual. Isso deveria fazer com que eles se engajassem naquilo que eu chamaria de Missão Pressuposicionalista, mas não é isso o que acontece. Não me admira o fato de que muitos estejam comprometidos com a agenda do relativismo, do politicamente correto, da tolerância. Não me admira o fato de que eles queiram “paz”, e não guerra. Mas eles esquecem de que foram arregimentados para a guerra; a maior das guerras: a guerra pela Verdade. Mas o fato é que muitos ainda não se deram conta disso. Como bem disse o profeta Jeremias, eles “curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz” (Jr 6.14). É por essas e outras que eu não consigo aceitar que tantos que dizem amar a Verdade sejam tão apáticos e omissos em defendê-la. Se estão mesmo sentados aos pés de Cristo, deveriam ao menos perceber quando Lhe ferem o calcanhar! Mas nem isso fazem. Parecem mais os discípulos no Getsêmani: dorminhocos, fracos, de “olhos pesados”; incapazes de observar que “o traidor se aproxima” (Mt 26.36-46). Não deve ser essa a postura daqueles que são santificados pela Palavra da verdade (cf. Jo 17.17).
Como cristãos que amam a verdade acima de todas as coisas, devemos estar preparados não apenas para falar do amor de Deus, mas para explicar porque esse amor é verdadeiro. Quando alguém nos questiona o porquê da nossa fé e porque ele também deve crer em Cristo, devemos estar prontos não apenas para convocá-lo ao arrependimento, mas também para lhe mostrar de forma razoável a necessidade disso tudo. Até podemos nos despedir dos incrédulos deixando-lhes a impressão de que somos loucos, é verdade (uma vez que a pregação é mesmo loucura para os que se perdem), mas não podemos usar isso como uma desculpa para a nossa preguiça intelectual. Deus não nos chamou para sermos suicidas intelectuais – para “cortar o galho em que estamos sentados” –, mas para santificar a Cristo como Senhor em nosso coração, “estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.15). Agindo dessa maneira, estaremos agradando Àquele que nos confiou a sublime missão de levar a Sua liberdade aos cativos.
“Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 5.14-17).
A Armadura está aí. Cabe a cada um de nós, soldados-discípulos, vesti-la e nos engajarmos no combate. A “Missão Pressuposicionalista” nos espera. Avante, pois!
Soli Deo Gloria!

terça-feira, 26 de abril de 2011

UM GLOSSÁRIO VANTILIANO - PARTE 1

John Frame

Traduzido com algumas adaptações, como por exemplo, as numerações dos verbetes e a numeração das páginas. São 60 vocábulos que serão postados por partes. O artigo original encontra-se em ordem alfabética. As notas de rodapé são do tradutor.

Referências

Bahnsen
= Greg L. Bahnsen, Van Til’s Apologetic: Readings and Analysis (Phillipsburg: P&R, 1998).

Frame
= John M. Frame, Cornelius Van Til: an Analysis of His Thought (Phillipsburg: P&R, 1995).

VT
= Van Til

Glossário


1. Personalidade Absoluta: Caracterização básica de Deus em Van Til. Diferente de qualquer visão não-cristã, o Deus bíblico é absoluto (a se, autoexistente, auto-suficiente, autocontido) e pessoal (pensando, comunicando, agindo, amando, julgando). Veja Frame, 51ss.

2. Ad hominen: Argumento que expõe deficiência no argüidor, ao invés das deficiências na proposição sob discussão. Então, é uma falácia lógica. Porém, muitas vezes o argumento ad hominem é apropriado. Ver Bahnsen, 116ss, 468, 492; Frame, 153.

3. Plenamente Condicionado – Caracterização de Van Til de Deus em “Por que Creio em Deus”(ver Bahnsen, 121 – 143). Deus é o único quem, no final das contas, influencia toda realidade, incluindo nossos próprios pensamentos e raciocínio sobre Ele.

4. Analogia, Raciocínio Analógico - (1) (Aquino) Pensamento em linguagem que não é nem literalmente verdade (unívoco), nem desassociado ao tema (equívoco), mas que tem uma semelhança genuína com aquele tema. (2)(VT) Pensamento em sujeição à Revelação de Deus e, por isso, pensa os pensamentos de Deus depois Dele.

5. Antítese – A oposição entre o Pensamento Cristão e Não-Cristão. Veja Frame, 187ss.

6. Apologética – o ramo da Teologia que dá razões para nossa esperança. VT via [a apologética] como envolvendo prova, defesa e ataque.

7. A priori – Conhecimento adquirido antes da experiência, usado para interpretar e avaliar a experiência. Contrasta com o conhecimento a posteriori, conhecimento surgido como resultado da experiência. Veja Bahnsen, 107n, 177.

8. Autoridade do Especialista – submissão ao conhecimento de alguém melhor informado, ao invés da submissão absoluta a Deus como o critério da Verdade. Para VT, este é o único tipo de autoridade que o incrédulo aceitará.

9. Autonomia – a tentativa de viver aparte de qualquer lei externa a si mesmo. Para VT, este é a atitude padrão da incredulidade. Ver Bahnsen 109 e nota.

10. Metodologia Blocause (do Suposto Consenso)(ver nota 1) : Uma abordagem apologética que começa com as crenças supostamente em comum entre crentes e descrentes, então tenta completar este terreno comum com uma verdade adicional. VT considera esta metodologia na distinção de Tomás de Aquino entre razão natural e fé, e em outras formas de "apologética tradicional”. Ver Bahnsen, 64, 535s, 708s

11. Capital Emprestado – a verdade conhecida e reconhecida pelo incrédulo. Ele não tem direito a acreditar ou asseverar a verdade em termos de suas pressuposições, mas apenas sobre dos Cristãos. Então, suas declarações da verdade são baseadas em capital emprestado(ver nota 2).

12. Fato Bruto – (1)(em VT) fato não interpretado (por Deus, pelo homem ou por ambos) e, por conseguinte, é a base para toda interpretação; (2) fato objetivo: fato não dependente do que o homem pensa sobre ele.

13. Certeza – (1) segurança da crença de alguém (também certitude). (2) a impossibilidade de uma proposição ser falsa. VT enfatiza que a Verdade Cristã é certa e deveria ser apresentada como uma certeza, não como mera probabilidade (q.v)

14. Acaso – Eventos que ocorrem sem causa ou razão. Ver Bahnsen, 728.

15. Argumento Circular – (1) argumento no qual a conclusão de um argumento é uma de suas premissas; (2) argumento que supõe alguma coisa que, de forma geral, não seria presumido por alguém que não cria na conclusão. Ver Bahnsen, 518ss, Frame, 299ss.

Notas:


1. Por sugestão de um amigo tradutor (Marcos Vasconcelos), foi preferido traduzir o termo “blockhouse” como “blocause”. Dentro do contexto vantiliano, bem pode ser entendido como “Suposto Consenso”.

2. Em outras palavras, o não-cristão não tem, na base de sua epistemologia, nenhuma razão sólida para seu discurso sobre a Verdade (seja ética, moral, religiosa, científica etc), pois não há nada na sua Cosmovisão que sustente tais conceitos. Assim, o não-cristão “pega emprestado” da Cosmovisão Cristã as Pressuposições do Teísmo Cristão para afirmar tais conceitos. Enfim, a Cosmovisão Não-Cristã demonstra-se incoerente e insuficiente.

Postado e Traduzido por Gaspar de Souza